Notícia Postada em 08/03/2010 - 21:20
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A mulher demorou a fazer parte do mercado de trabalho. Mas hoje a sua vida de correria é uma realidade. Há ainda as mulheres que somente cuidam da casa e do marido, mas também há as mulheres que trabalham, vão à academia, cuidam dos filhos e também arrumam tempo para se dedicar ao serviço da casa. A Amélia já não existe e o que elas querem é conquistar os mesmos direitos que os homens têm.
O “sexo frágil” ficou para trás. As mulheres se uniram e protestaram, o feminismo cresceu. Segundo Miriam Goldenberg, doutora em Antropologia Social, professora do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS/UFRJ), as feministas queriam um espaço próprio de atuação profissional e política. “O direito ao voto (1932) e a legislação trabalhista de proteção ao trabalho feminino são exemplos destas transformações”, completa.
Liberdade de escolha
Priscila Ramos da Silva, chefe de caixa, acredita que a mulher vem buscando seu lugar no mundo e ganhando respeito. “Com o passar do tempo fomos tomando um lugar diferente na sociedade, mostrando que não tem que haver distinção de sexo. Somos capazes sim!”, afirma.
Ela não está sozinha, Cristiane de Souza, auxiliar de escritório, também acredita que seus esforços devem ser reconhecidos. “As mulheres devem reagir, não deixar que as injustiças nos prejudiquem só pelo simples fato de sermos mulheres, afinal se chegamos aonde chegamos é porque somos capazes”, completa.
Acostumadas com as evoluções políticas e sociais, para muitas mulheres seria difícil viver como nossos avôs e avós viviam. “Iria ser muito difícil lidar com a situação porque eu não me adaptaria ao machismo daquela época em que a mulher tinha que ser submissa ao homem, viver somente para o lar, marido e filhos”, explica Cristiane. Sandra Aidé Taborda, auxiliar de contabilidade, também confessa que viver em meio aquele tipo de cultura seria quase impossível. “Eu seria uma revolucionária na época, com certeza, porque eu não aceitaria ser somente uma dona de casa e não trabalhar fora”, assegura.
A estudante e estagiária de administração, Amanda Ferreira, que também diz que seria uma “revoltada” do período, acha que a independência é muito importante, porém alerta para os exageros. “É muito importante que a mulher trabalhe, até mesmo porque as coisas não estão fáceis e a mulher pode ajudar muito, mas essa independência não pode ser tão aflorada a ponto de se achar que é autossuficiente, e se tornar uma pessoa egoísta, calculista, e super mulher”, ressalta.
Já Sandra crê que ser independente é muito importante para cada um. “Acho muito importante, independente do valor salarial, porque ficar dependente de alguém financeiramente é muito ruim”, diz. Cristiane ressalta que esta ajuda a mulher ser mais senhora de si. “A independência financeira é importante, pois não precisamos ficar pedindo nada a ninguém para comprar isso ou aquilo, o que faz com que sejamos donas do nosso nariz; fazemos o que der na cabeça seja a hora que for”, observa.
Priscila, que trabalha desde os 15 anos, diz adorar o que faz. Ela acredita que a mulher já conquistou seu espaço. “As mulheres não precisam mais ficar mostrando que são tão capazes quanto os homens. Hoje em dia não precisa mostrar mais nada, está tudo ao nosso redor. Onde trabalho, somos sete mulheres e apenas um homem no escritório!”, revela.
Contando e dividindo o tempo
Para aguentar a vida corrida é preciso fazer malabarismo com as horas para encaixar tudo em um dia que conta apenas com 24 horas. Priscila, que tem dois filhos, um de seis anos e outro de cinco meses, conta que é bem complicado administrar tudo ao mesmo tempo. “É muito difícil, mas tenho minha mãe que me ajuda com as crianças, em casa faço tudo sozinha”, relata. Sandra, que divide o seu dia entre academia, trabalho, cuidados com a filha de 7 anos, com a casa e com o marido, diz que é importante ser dinâmica. “A mulher tem que ser versátil, confesso que não é fácil, mas tento dosar o meu tempo para fazer tudo”, completa.
Amanda, que está morando longe da família para estudar, divide o seu tempo entre estágio, faculdade e trabalhos. Ela acredita que tudo que faz é uma questão de força de vontade. “É preciso arrumar um tempo para concluir todas as ‘tarefas’. Você tem que buscar seu sonho e isso tem o preço a se pagar, e quem quer alcançar alguma coisa tem que estar disposto a fazê-lo”, afirma.
Um novo olhar
Leonardo Mello, assistente administrativo, diz que dá mil por cento de apoio à causa feminista. “Acredito que a diferença existente até pouco tempo atrás só serviu para atrapalhar o desenvolvimento, já que a mulher possui um olhar mais crítico sobre as coisas e essa percepção não foi utilizada por um longo período acarretando num desenvolvimento mais lento”, ressalta.
Leonardo acredita que a independência feminina é muito importante, mas que a cooperação é fundamental. “Deve haver cooperação para que todos saiam satisfeitos e para isso é preciso dividir, ou melhor, compartilhar responsabilidades, dentre os quais estão inclusos os gastos e trabalhos da casa também”, explica.
De: Luis Filipe
Cidade: Niteroi
Vc e muito especial .. Sempre vc vai escrever otimas materias ...
Sou seu melhor fã pode apostar.. TE amoooo beijoss
De: Nayara
Cidade: BHTE
Ótima matéria Vanessa!
Parabéns !
De: Priscila
Cidade: Niterói
Ficou ótima a matéria, Parabénsss!!!
Quinta-Feira, 09 de Setembro de 2010