Arquibancada

“Atletiba”: as muitas questões do clássico que não houve

Conforme os campeonatos estaduais vão avançando, aumenta-se a incidência dos clássicos. No último fim de semana, no entanto, o que chamou a atenção no cenário esportivo nacional foi justamente o clássico que não ocorreu, entre Atlético Paranaense e Coritiba, pelo campeonato estadual do Paraná. E o que abriu discussões nas redes sociais e demais mídias foi a razão pelo cancelamento da partida, que abre uma velha e ampla discussão acerca do monopólio do direito de transmissões de jogos de futebol. Resumindo, ocorre que a dupla Atletiba não chegou a um acordo com a Rede Globo, - que obteve os direitos de transmissão do campeonato junto à Federação paranaense de futebol-, sobre os valores de seus jogos. O que foi ofertado ficou bem aquém do que o almejado pelos clubes, gerando o imbróglio. Como os times estavam livres de compromissos contratuais, iniciaram uma iniciativa pioneira de transmitirem o jogo ao vivo, pela internet. Iniciativa que prometia revolucionar o ramo e...
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Quando todas as cores viram luto

Para nós, que escrevemos, é recorrente, banal, triste e chato termos que dar mais ênfase a tragédias e violência do que ao jogo em si, praticamente todas as vezes em que ocorre um clássico. Cenas vexatórias e lamentáveis nos arredores das praças esportivas e transportes públicos que conduzem os espectadores aos estádios se proliferam nos fins de semana de grandes confrontos futebolísticos, cujos embates deveriam se restringir ao campo de jogo, na bola. Nesse último domingo (12) mais uma vítima fatal da barbárie de uma sociedade cujos valores estão para lá de distorcidos. Dessa vez foi um alvinegro morto e outros sete feridos. Mas a violência não tem cor, time ou bandeira. O futebol, que tanto suscita a paixão de milhões de fãs ao redor do mundo, vez ou outra nos impõe essas tristes cenas. Pessoas correndo fora do estádio – em vez dos jogadores, no campo – explosões, empurra-empurra, desespero em seus sentidos literais e fora das arquibancadas,...
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O que o Super Bowl tem?

Como já é tradição do megaevento, o Super Bowl não fez sucesso apenas entre os americanos. A cada ano mais popular no Brasil, a grande final da Liga Nacional de Futebol Americano (NFL) mobilizou inúmeros fãs na sua quinquagésima primeira edição, disputada no primeiro domingo de fevereiro.  Mas por que o esporte número um dos norte americanos faz tanto sucesso por aqui? Bem, é inegável que os americanos promovem e organizam espetáculos esportivos como ninguém. A atmosfera criada em cima da grande final é sempre contagiante até para quem normalmente passa ao largo dos demais jogos do campeonato, na temporada regular. Contudo, nem só de fãs exclusivos do Super Bowl é feita a audiência brasileira. O número de torcedores que realmente acompanham e até adotam times para torcer nos quase seis meses de duração da competição é cada vez maior. Para além do marketing esportivo – que vem desde as produções de Hollywood – o futebol americano de fato proporciona...
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Retrospectiva 2016: Do ouro ao luto – confira os acontecimentos esportivos que marcaram o ano

Sem dúvidas os jogos olímpicos do Rio, em agosto, foram o clímax do esporte mundial em 2016. Porém, o mesmo não viveu apenas de medalhas e recordes nesses últimos doze meses. Essa breve retrospectiva relembra um pouco desses fatos marcantes, desportivamente falando. Em termos de conquistas, sim, é preciso voltar aos jogos para lembrarmos o maior feito do ano: o inédito ouro olímpico no futebol, conquistado  contra a mesma Alemanha dos 7 a 1, em 2014, no mesmo Maracanã do 2 a 1 para o Uruguai em 1950. Dessa vez, no entanto, a última penalidade de Neymar encontrou as redes e o Brasil conquistou o único título que faltava para seu futebol, um alento após anos distante do protagonismo da modalidade. Ainda falando em seleção brasileira, foi em 2016 que nosso time principal voltou a ser respeitado e fecha o ano em segundo lugar no ranking da Fifa, atrás apenas dos nossos hermanos. Na chamada Era Tite a equipe...
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O luto é verde

Ainda de luto pelo trágico acidente envolvendo a Chapecoense, neste fim de semana não houve a rodada decisiva do campeonato brasileiro. Não houve esporte. Não houve cor. Não houve graça. A coluna arquibancada relembra a homenagem publicada em homenagem aos heróis de Chapecó:  A Fábula da vida e a face humana de um herói: Chape imortal....
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Tudo dentro do script: Brasileirão termina sem grandes reviravoltas

Por razões óbvias e trágicas, a Chapecoense não foi a campo na última rodada do Brasileirão, disputada no domingo (11/12) ao acordar um WO  com o Atlético Mineiro. Mas engana-se quem pensa o clube catarinense que encantou o Brasil não entrou em campo. A equipe de Chapecó foi homenageada em todos os nove jogos e de alguma forma esteve em campo com as 18 equipes que jogaram. Afora isso, a última rodada não teve grandes reviravoltas. O Internacional, que estava na zona de rebaixamento, caiu ao empatar com o Fluminense. O Corinthians, que estava fora da zona de classificação pra Libertadores, teve a chance de ascender ao principal torneio do continente com o tropeço do Atlético Paranaense, mas perdeu para o Cruzeiro por 3 a 2 e permaneceu de fora. Bom para o Botafogo, que venceu o Grêmio fora de casa, e para o Furação, ambos na fase pré da Libertadores. Mudança mesmo veio na parte de cima. O Santos...
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A Fábula da vida e a face humana de um herói: Chape imortal

Quem foi que disse que não devemos acreditar nos sonhos? E quem disse, ainda, que se sonha sozinho? Alguns sonhos custam caro. Custam tudo. Pode ser o preço de se atingir o inalcançável, de fazer história a ponto de se tornar a própria. Determinadas mortes têm disso, imortalizam. O futebol pode servir de metáfora para quase tudo na vida e a trajetória brilhante da Chapecoense, deste elenco em especial, nos lembra exatamente o quão surpreendente, cheia de nuances e frágil pode ser a vida. Podia também não ser, mas infelizmente era. E foram-se as vidas. Setenta e uma delas. Setenta e um operários de uma paixão que atende pelo nome de futebol. Jogadores, comissão, equipe de apoio, dirigentes, comissários e, nesse meio, aqueles que traduzem e canalizam toda emoção dos estádios para nossas casas, os jornalistas. Dezenas deles. Duas dezenas. É chocante e angustiante saber que o time que saiu do interior de Santa Catarina e ousou chegar a...
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O Vasco voltou

Foi com emoção, protestos, susto e com a tradicional virada que o Vasco da Gama marcou seu retorno à elite do futebol brasileiro, em 2017. A vaga no G4, com a terceira colocação na Série B, foi garantida no último sábado (26) com a vitória sobre o Ceará no Maracanã, por 2 a 1. O clube de São Januário entrou em campo rondado pelo fantasma do risco de permanência na segundona, porém, a combinação necessária para que a tragédia de todo cruzmaltino se concretizasse em nenhum momento chegou a acontecer. O Náutico que precisaria vencer seu jogo foi derrotado por 2 a 0, o que por si só já garantia o acesso ao Vasco, que também virou o primeiro perdendo por 1 a 0. Mesmo com o revés do time pernambucano, no entanto, a torcida se revoltou em um misto de cobrança e frustração pela péssima campanha que o time desempenhou na série B e hostilizou a equipe. Na volta...
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Maracanã não é suficiente para manter o sonho do hepta e Flamengo cai em casa

Aliados importantes desde 1950, o Flamengo e sua principal casa, o Maracanã, tiveram que se separar em 2016 em virtude dos eventos esportivos sediados no Rio de Janeiro. A medida obrigou o clube carioca a peregrinar em busca de novos lares e encontrou acolhida fervorosa Brasil afora, impulsionando sua campanha nos jogos com mando de campo, disputados principalmente em Cariacica (ES) no Pacaembu (SP), praças onde o clube foi imbatível pelo Brasileirão. O reencontro ocorreu apenas na 32ª rodada, contra o Corinthians. Porém, ao empatar aquela e outras duas partidas consecutivas que disputou em casa (contra Botafogo e Coritiba) o clube adiou o sonho do hepta. A expectativa que cercou o retorno do Maracanã era grande. Esperava-se que os bons resultados nos estados vizinhos se consolidariam no Rio e que o estádio seria o fator decisivo para a arrancada final sumo ao título. Script perfeito. Só que não. As coisas desandaram e a reabertura do Maracanã ocorreu justamente no...
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Felipe Massa dá adeus a Interlagos

No último domingo (13) o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 podia consagrar o alemão Nico Rosberg como campeão da temporada 2016. Todavia, o grande astro da prova foi outro piloto, longe da disputa do título, fora do pódio e que sequer completou a corrida. Mas ele era de casa e se despedia em casa. Ele era Felipe Massa, o único piloto brasileiro, após Ayrton Senna, que teve reais chances de vencer um mundial da categoria. Ao abandonar a prova no chuvoso domingo de novembro, o brasileiro que venceu em casa duas vezes (2006 e 2008), foi aplaudido e saudado pelo público e por todos os membros das demais escuderias. O reconhecimento de uma carreira bem-sucedida. O adeus foi na mesma Willians a qual Senna pertencia em 1994, quando sofreu o acidente fatal em San Marino. Massa ainda disputa a última corrida da temporada, em Abu Dhabi, mas no Brasil sua participação foi encerrada. Para 2017, nem mesmo o...
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