Cinematógrafo

Logan

Não, não sou daquelas ratas de HQ, mas sim, sou meio que a "louca dos X-Men". Dito isto, claro que saí correndo pra ver Logan. Apavorada, diga-se de passagem. A razão? Todos os filmes anteriores sobre o grupo de super heróis mais incrível do mundo foram um fiasco! A verdade é que, com exceção do "First Class", os demais podem (devem?) ser facilmente esquecidos. Agora é claro que nem tudo foi derrota total e podemos pinçar excelentes atuações ao longo de tantas produções. Uma das melhores? Hugh Jackman que, semelhante ao que ocorreu com "Homem de Ferro + Robert Downey Jr.", conseguiu sempre ficar extremamente à vontade sob a pele do carrancudo Wolverine. Em Logan, o ator se despede do herói e, FELIZMENTE, em grande estilo. Com uma adaptação madura da história original dos quadrinhos (O Velho Logan), o filme traz uma narrativa concisa e, ao mesmo tempo, nostálgica, mas na dose certa. O herói do corpo esculpido dá lugar a...
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Moonlight

Não sei explicar o quanto me deixa feliz e de alma lavada ver o cinema abordando questões tão pouco debatidas e, ainda por cima, jogando alguns fachos de luz sobre alguns tipos de personagens tão pouco evidenciados. Ambientado nos guetos de uma Miami quase atemporal, o filme narra a vida de um jovem negro, desde a infância até a idade adulta. Aliás, os períodos de mudanças drásticas na vida do rapaz, marcam os três capítulos com os quais o filme é dividido: Little, Chiron e Black. Little, a criança deslocada e à mercê dos mais fortes. Chiron, o adolescente franzino e vítima de seus pares por conta de sua possível orientação sexual. E Black, um homem que usa a aparência física para mesclar-se à massa e, ao mesmo tempo, proteger-se dela. Moonlight traz um roteiro sutil que faz com que o filme mantenha um ritmo relativamente lento, mas necessário. Como disse antes, um dos maiores méritos do filme é aproximar do...
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Estrelas além do tempo

Em tempos cada vez menos intolerantes, nada como um filme sobre mulheres negras e poderosas sambando na cara do patriarcado. Estrelas além do tempo tira do ostracismo a história de luta de três mulheres (Katherine G. Johnson, Dorothy Vaughan e Mary Jackson) que ousaram não se acomodar nos bancos de trás dos ônibus e tampouco se calar diante da segregação racial institucionalizada. Mas afinal, o filme fala sobre...? Num dos muitos episódios que marcaram os anos de Guerra Fria, a disputa intensa entre EUA e União Soviética pela “conquista do espaço", talvez tenha sido um dos mais emblemáticos. O filme aborda, por um lado, o pânico americano frente à “ameaça comunista” e, por outro, todas as dificuldades pra quem nasceu mulher e negra, numa época em que as tensões sociais e raciais andavam extremamente tensas e acirradas. No entanto, o cenário proposto corresponde às dependências da Nasa, a qual contratava pessoas com a função de “computadores”. Em outras palavras, matemáticas brilhantes, responsáveis pelo cálculo e...
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La la Land

Sim. Muito e ainda mais já foi falado e esmiuçado sobre um dos musicais que mais vem fazendo sucesso nos últimos tempos. Mas eu PRECISO falar sobre ele. Confesso que vi ainda na estreia e tentei, ao máximo, chegar ao cinema com o mínimo de expectativas. Logo, não li nada a respeito e, tirando o fato de saber que rolaria música do início ao fim, procurei fechar olhos e ouvidos a quaisquer informações prévias. Vamos resumir? Não fosse o final que, mesmo óbvio, consegue dar um bom fechamento, La La Land teria entrado no meu hall dos "filmes-que-achei-que-seriam-incríveis-mas-acabaram-meia-boca". É claro que eu estava curiosa pra entender o “bafafá” do público em relação ao filme. Afinal, o que haveria de tão incrível e diferente assim nele? A real é que La La Land é um filme com algumas barrigas e que poderia ficar fácil com uns quinze ou vinte minutos a menos. Nada que comprometa o resultado, mas isso realmente me incomodou. Aliás,...
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O Contador

Confesso que fiquei um pouco na dúvida sobre este filme antes de vê-lo. Após a sessão, fiquei mais confusa ainda. Explico. Através de algumas narrativas paralelas e, ao mesmo tempo, completamente relacionadas, o filme fala, principalmente, sobre um genial matemático que trabalha como contador (Ben Affleck). No entanto, ele não se diferencia dos demais apenas pela inteligência, mas pelo fato de ser autista e ter um vida marcada por uma infância, no mínimo, conturbada. Além de tudo isso, o tal contador vai se mostrando, ao longo da trama, ser bem diferente do que aparenta e o resultado é um matemático que sabe lutar caratê, atirar como um soldado de elite e, que pra completar, trabalha pra um pá de gente estranha e do mal. Claro que adicionar "camadas" à obra é (quase) sempre interessante e válido. Porém, mais eficaz é saber a hora de manter a simplicidade narrativa. Ou seja, tudo o que não foi feito em "O Contador".Deixou a impressão...
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A Chegada

Desde "Interestelar", estava com saudades de ver um bom filme de ficção científica. Vontade satisfeita! Depois de obras como "Sicario" (2015) e "Incêndios" (2010), o diretor Denis Villeneuve envereda por um caminho bem diferente em "A Chegada", o qual narra a chegada repentina de 12 naves espaciais à Terra. No entanto, ao contrário da maior parte dos filmes do gênero, este ganha pela sutileza e pelos espaços deixados por tudo o que não deve e tampouco precisa ser contado, mas talvez apenas compreendido por cada espectador. Com um elenco central relativamente enxuto para uma obra de ficção científica (Amy Adams, Jeremy Renner, Forest Whitaker), o filme nos apresenta uma abordagem narrativa inteligente e com um ritmo bem próprio aos trabalhos anteriores do diretor. Em "A Chegada", o objetivo mundial é saber quais as reais intenções dos seres visitantes, uma vez que cada uma das naves "estacionou" em cima de algum ponto relevante do planeta, principalmente, quanto a aspectos políticos e armamentistas....
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The Salesman ou Le Client

Confesso que o primeiro e último filme ao qual assisti do diretor iraniano Asghar Farhadi foi Separação. Confesso também que, ao contrário dos meus conhecidos cinéfilos (e da maior parte da "crítica realmente especializada"), não gostei muito do filme. Achei um pouco moroso - embora ame filmes com ritmos lentos - e a sensação que fiquei quando saí foi de "filme-longo-demais-que-saiu-de-nenhum-lugar-pra-lugar-algum". Quase cinco anos depois, resolvo entrar num desses cinemas de rua que eu tanto adoro e ver The Salesman, me dando conta de quem era o diretor apenas depois de comprar meu ingresso. Claro, entrei e assisti. Ainda bem! O filme conta a história de um casal, obrigado a se mudar de seu apartamento por risco de desabamento do prédio. Com a ajuda de um amigo do grupo de teatro no qual ambos trabalham, eles encontram um novo lugar. No entanto, quando a casa parece estar se "arrumando", algo realmente horrível acontece e o casal tem sua vida alterada...
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Mademoiselle

Sem saber, acabei assistindo a mais um filme Chan-wook Park, mesmo diretor de “Old Boy”, obra de 2003 e que foi sucesso de público e crítica. Resultado? Virei fã do cara e preciso ver tudo o que ele produziu até hoje! Mademoiselle é baseado na história britânica “Fingersmith", de Sarah Waters. No entanto, Park levou a trama para o Oriente, onde uma jovem coreana pobre é contratada como dama de companhia de uma japonesa aristocrata. O filme é repleto de reviravoltas, seguindo (livremente) os três capítulos ou “pontos de vista” da narrativa original da escritora. O primeiro, contado pela jovem coreana. O segundo, pela rica japonesa. E o terceiro, pelo conde com o qual a aristocrata deve se casar. A verdade é que se você prestar bastante atenção desde o início, talvez já perceba por onde o roteiro vai enveredar. Se não, tanto melhor. Afinal, surpresas cinematográficas desse tipo são sempre boas. Claro que a receita do diretor – punhados de humor...
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Doctor Strange

Pra minha sorte (?), de 10 coisas que meu irmão me conta, 8 estão relacionadas ao mundo das HQs e, mais especificamente, a velha “rixa” entre Marvel e DC Comics. Mas, como nem todos têm um maninho compulsivo por quadrinhos e que pode discorrer sobre o assunto por HORAS (!!), Doctor Strange chega sob medida. Em outras palavras, nunca abriu uma folha das revistinhas dele? Não faz mal. Você não vai ficar voando. No papel principal, temos Benedict Cumberbatch, um ator que acabou ficando conhecido por interpretar o famoso detetive inglês Sherlock, na série com título homônimo. Aliás, falando em atores, o elenco de Doctor Strange segura um roteiro que, mesmo sendo bom, poderia derrapar facilmente pro ridículo. Afinal, andar por aí com uma capa, conjurando mil elementos e combatendo uma força “ultra-maligna-devoradora-de-tudo” pode acabar em comédia pastelão, não? Não. Pelo menos não numa obra que, além de Cumberbatch, traz atores como Tilda Swinton, Chiwetel Ejiofor, Mads Mikkelsen e...
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Animais fantásticos e onde eles habitam

Assim como a maioria dos leitores de Harry Potter, eu também já andava sonhando com continuações incríveis das aventuras. Mas a verdade é que, a cada momento em eu que pensava nisso, ficava com 23 pés atrás frente à possibilidade de ver uma das sagas mais bem sucedidas da história (e estou falando dos livros, filmes e "desdobramentos", é claro) ir pro buraco sendo lembrada por algo "mais ou menos", por conta de só "mais um filme". Assim que soube que a próxima obra não seria necessariamente sobre Harry e cia., fiquei aliviada. No entanto, quando descobri o real foco da narrativa e sobre quem faria o papel principal, não tive dúvidas de que o filme seria, no mínimo, bom. Não me enganei. Já que estamos falando de magia, claro que a obra veio recheada de efeitos especiais, mas mesmo estes efeitos têm um toque mais "natural". Em outras palavras, nada de "halterofilismo digital", mas apenas o uso necessário da computação gráfica...
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