Mundo do Samba

O samba esquenta as turbinas

Superado o impasse com a prefeitura do Rio de Janeiro, as escolas de samba já trabalham com foco no próximo Carnaval. Esta semana, a Liga das Escolas de Samba realizou o sorteio da ordem dos desfiles com atraso de um mês. O evento, diferente de anos anteriores, não foi realizado na Cidade do Samba e sim durante a feira de negócios Carnavalia Sambacom, no Centro de Convenções Sul América. Em 2018, o desfile do Grupo Especial contará com 13 agremiações, já que não houve rebaixamento em 2017, devido aos acidentes ocorridos. Três escolas não entraram no sorteio, pois de acordo com o regulamento, já estavam com posições predefinidas. Império Serrano, campeã do Grupo de Acesso, abre o desfile no domingo, dia 11 de fevereiro; Paraíso do Tuiuti, última colocada no desfile passado,que encerraria o desfile do mesmo dia, mas passou a ser a quarta, pois trocou de posição, após entendimento com a Mocidade Independente de Padre Miguel; e a Unidos...
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Vai ter Carnaval

Já superado o momento de ápice da crise com a prefeitura do Rio de Janeiro, as escolas de samba começam a focar seriamente no próximo Carnaval e aceleram para tirar o atraso provocado por toda a confusão. Embora ainda tentem convencer o prefeito a não realizar o corte tão profundo anunciado, parecem resignadas diante dos fatos. A verdade é que as ameaças de não haver desfile no próximo ano foram apenas um balão japonês, que ninguém considerou seriamente. Todos já sabem que vão precisar se adaptar aos novos tempos. O melhor reflexo disso é o enredo anunciado pela Mangueira nesta semana cujo o título "Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco" enfoca de forma crítica e bem-humorada toda essa celeuma com a prefeitura. Outras escolas também já começam a tocar seus trabalhos. Unidos de Vila Isabel, Unidos da Tijuca e Mocidade Independente de Padre Miguel já anunciaram também seus enredos. Agora, no Grupo Especial, restam ainda Beija Flor, União da Ilha...
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Propostas para um samba em crise

Finalmente, durante esta semana, aconteceu o encontro entre prefeito e dirigentes das escolas de samba do grupo especial para tentar pôr fim ao impasse sobre o próximo Carnaval. É verdade que pouco se avançou, mas só o fato de sentarem à mesa já é um avanço. Nesta reunião, o prefeito mostrou números da crise nas finanças municipais e reafirmou que não tem como garantir os valores que vinha repassando às agremiações nos últimos dois anos. Os dirigentes fizeram uma contraproposta de, ao invés de um corte de 50 por cento, uma redução de apenas 25 por cento. Verdade que todos já dão como certa a redução da subvenção pública. Agora querem tentar atenuar os prejuízos. As escolas já trabalham com esta realidade e planejam reduzir custos e até componentes no desfile. Como sugestão, que tal propor algumas medidas que podem reduzir estes custos? As Comissões de Frente, por exemplo, podem voltar às suas funções originais de apresentar a escola e saudar o...
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Prossegue o impasse no samba

Após uma semana, permanece o impasse entre prefeitura do Rio de Janeiro e escolas de samba quanto ao Carnaval 2018. Nenhum dos lados recuou ou avançou. Pelo contrário, o prefeito reafirmou a intenção de reduzir os investimentos no Carnaval, ampliando não somente a redução da subvenção ao Grupo Especial, mas também para as escolas menores dos grupos de acesso, incluindo as que desfilam na Avenida Intendente Magalhães. O impasse resultou inclusive no cancelamento da reunião que havia marcado entre prefeito e presidente das escolas de samba. Isto, depois de o presidente da Riotur, órgão da prefeitura responsável pelo organização do Carnaval, anunciar um caderno de encargos para o evento, de forma a passar grande parte dos custos para a iniciativa privada, através de empresas patrocinadoras e anunciantes. O prefeito afirmou que nem mesmo o desfile da Intendente Magalhães terá a garantia do dinheiro público. Sua intenção é que tudo seja bancado por empresas privadas. As escolas alegam que o momento...
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É grave a crise no samba

Quem acompanha este espaço, sabe que há algum tempo venho abordando a crise que atinge as escolas de samba do Rio de Janeiro. Esta semana, a crise se aprofundou com a declaração do prefeito Marcelo Crivela de que vai reduzir a verba de subvenção dos desfiles de carnaval em 50 por cento. Ele alega que o dinheiro economizado será investido em creches. Com isso, cada agremiação do grupo especial que recebeu este ano R$2 milhões, receberá R$ 1 milhão para 2018. A reação foi imediata, com repercussão na mídia e nas redes sociais. Pessoas se manifestando contra e a favor da medida. No dia seguinte, em reunião realizada na Liga das Escolas de Samba, as agremiações emitiram uma nota oficial na qual argumentam que com esta redução não terão condições de se prepararem e ameaçam não desfilar no próximo Carnaval. Pelo lado das escolas, elas alegam que o Carnaval traz lucro para a cidade com o aumento do faturamento de...
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O samba ainda é espontâneo?

Há um fenômeno atual no mundo das escolas de samba e do Carnaval que é a proliferação de agremiações desconhecidas, que de um ano para o outro surgem no organograma dos desfiles. O mais intrigante é que, assim como surgem, muitas delas desaparecem no ano seguinte, repentinamente e sem deixar rastros. Para se ter uma ideia, no grupo E, a última divisão dos desfiles e por onde as escolas iniciam sua trajetória, estão inscritas para o Carnaval do próximo ano 20 agremiações. Destas, a metade irá estrear na folia carioca, como Sociedade Razões de Almeida, Independentes de Olaria, Embalo do Engenho Novo, Império de Petrópolis e Arrasta Povo, entre outras, das quais nunca se ouviu falar. Este grupo conta ainda com a Império Gonçalense, antiga agremiação do município de São Gonçalo, que debuta no Rio de Janeiro e a Independentes da Praça da Bandeira, que retorna depois de quatro anos ausente da folia. Nos últimos cinco anos, surgiram cerca de...
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A crise nas disputas de samba

No universo das escolas de samba e do carnaval, talvez o samba enredo seja o setor mais dinâmico e que mais apresentou transformações ao longo dos anos. Esta semana mais uma agremiação anunciou que não fará concurso para o hino que vai embalar seus foliões no próximo desfile. A Paraíso do Tuiuti irá encomendar seu samba aos compositores Zezé, Aníbal e Jurandir, integrantes de sua ala de compositores, em parceria com os consagrados Cláudio Russo e Moacir Luz. Com isso já são quatro escolas que não farão disputas de samba enredo. Além da Tuiuti, no Grupo Especial, Acadêmicos do Sossego, Inocentes de Belford Roxo e Renascer de Jacarepaguá, do Grupo de Acesso A, já anunciaram que vão encomendar seus sambas. Cada uma tem um argumento para justificar a decisão. A Paraíso do Tuiuti, que foi a última colocada este ano e só não desceu por causa dos acidentes ocorridos no desfile que fizeram com que a Liesa não rebaixasse ninguém,...
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Almir Guineto, sambista completo

Ontem fez uma semana que o mundo do samba perdeu um de seus maiores artistas. Almir Guineto, morreu aos 70 anos, após algum tempo internado no hospital por complicações de diabetes e insuficiência renal. Cria do Morro do Salgueiro, ele foi um dos responsáveis, juntamente com Zeca Pagodinho, Jovelina Pérola Negra, Jorge Aragão e o Grupo Fundo de Quintal, pela renovação do samba na década de 80, no que se denominou genericamente de Pagode. Aliás, ele foi um dos fundadores do Fundo de Quintal, que nasceu a partir das rodas de samba realizadas às quartas-feiras no bloco carnavalesco Cacique de Ramos, depois do futebol que eles jogavam. Almir era de uma família de linhagem de grandes sambistas. Seu pai, Iracy Serra foi violonista, sua mãe, Nair de Souza, conhecida como Dona Fia, era costureira e compositora, seu tio Geraldo, era mestre no Caxambu, um ritmo musical oriundo dos negros africanos. Todos de importância fundamental dentro da escola de samba Acadêmicos...
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80 anos sem o Poeta da Vila

No dia 4 de maio de 1937 morria Noel Rosa, gênio da música brasileira e considerado o maior compositor de samba da história. Esta semana, portanto, completou 80 anos, em que o Brasil perdia o "Poeta da Vila", autor de centenas de músicas que permanecem vivas no imaginário popular e são cantadas até hoje. Noel de Medeiros Rosa nasceu em 11 de dezembro de 1910 no bairro de Vila Isabel e por causa de um fórceps e complicações no parto, conviveu por toda a vida com o problema do queixo achatado. Tão cedo, como aprendeu a tocar violão e bandolim, também adotou a boemia como religião. Em 1930, ingressou na Faculdade Nacional de Medicina, mas dois anos depois abandonou o curso para se dedicar inteiramente à música. Forma o Bando dos Tangarás junto com Almirante, Braguinha, Alvinho e Henrique Brito e passam a se apresentar em diversas cidades do país. De 1930 a 1937, Noel Rosa compõe mais de 300 obras,...
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Mesquita: um celeiro de sambistas no Rio de Janeiro

"Um Vaticano cercado por botequins", assim definiu o falecido poeta e compositor Roque da Paraíba, sobre a cidade de Mesquita. O pequeno município da Baixada Fluminense, imprensado entre Nilópolis e Nova Iguaçu, é conhecido também por ser local de grande número de compositores de samba. Dos 34 km² de extensão geográfica, apenas 9 km² são de área urbana, pois o restante se divide entre o campo de instrução do Gericinó, pertencente ao Exército e a  área de proteção ambiental da Serra de Madureira, o que levou alguém a decretar que a cidade concentra o maior número de sambistas por metro quadrado do país. O mais conhecido e que fez mais sucesso foi Dicró, grande vendedor de discos com seus sambas bem humorados e que expressavam o cotidiano da Baixada e do subúrbio. Bezerra da Silva, outro sambista de sucesso, buscava frequentemente entre os compositores mesquitenses, músicas para seus discos. Seu maior sucesso "Malandragem dá um tempo" é de autoria...
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