Meio Ambiente

Reflorestamento em área de manancial no Rio chega a 100 mil mudas plantadas

A mata ciliar do principal manancial de abastecimento público de Valença, no interior fluminense, já conta com 100 mil novas mudas de plantas graças ao Projeto Água de Rio das Flores, da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) do Rio de Janeiro. O Rio das Flores é responsável pelo abastecimento de aproximadamente 50 mil pessoas, o equivalente a 80,6% da população total do município. O projeto prevê o plantio de 1 milhão de mudas de espécies nativas da Mata Atlântica na Bacia Hidrográfica de Rio das Flores em área correspondente a 610 hectares, até 2021. Até o momento, 81,2 hectares em nascentes e matas ciliares foram restaurados. Segundo o diretor de Biodiversidade e Áreas Protegidas do Instituto Estadual do Meio Ambiente (Inea), Paulo Schiavo, a iniciativa garantirá oferta de água em qualidade e quantidade para as atuais e futuras gerações. “Estudos publicados por diversas instituições, como a WWF [Fundo Mundial para a Natureza], comprovam que as áreas recobertas por florestas...
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Planeta já estourou recursos naturais capazes de serem regenerados em 2017

“A humanidade está exaurindo a natureza 1,7 vezes mais rápido do que os ecossistemas conseguem se regenerar. É como se estivéssemos utilizando o equivalente a 1,7 Terras” A cada ano, os seres humanos esgotam mais cedo os recursos naturais do planeta. É como um orçamento ambiental, quando a demanda anual da humanidade por recursos excede o que o planeta Terra é capaz de regenerar naquele ano. Em 2017, o Dia da Sobrecarga da Terra, tradução de Earth Overshoot Day, marcada no dia 2 de agosto, a data mais precoce desde que estouramos nosso orçamento ambiental pela primeira vez no início da década de 1970. “A humanidade está exaurindo a natureza 1,7 vezes mais rápido do que os ecossistemas conseguem se regenerar. É como se estivéssemos utilizando o equivalente a 1,7 Terras”, diz o comunicado da Global Footprint Network, organização internacional de pesquisa pioneira na contabilização da pegada ecológica , que é a quantidade de recursos naturais renováveis para manter o estilo de vida...
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Em documento final, G20 isola EUA ao afirmar que Acordo de Paris é irreversível

Reunidos em Hamburgo, na Alemanha, para discutir os principais desafios econômicos globais, os representantes políticos das 20 maiores economias mundiais (G20) reafirmaram, no documento final da cúpula, a determinação de enfrentar conjuntamente questões como a pobreza, o terrorismo, o deslocamento forçado de populações, o desemprego, a desigualdade de gênero e as mudanças climáticas. Ao abordar a questão ambiental, no entanto, o comunicado final do encontro deixou evidente a divergência entre os Estados Unidos e os demais membros do G20, com críticas à saída dos norte-americanos do Acordo de Paris, firmado em 2015 durante a 21ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP21) com compromissos globais de enfrentamento às mudanças climáticas. O acordo foi assinado a ocasião pelo ex-presidente Barack Obama, mas, em junho, o atual mandatário, Donald Trump, decidiu retirar o apoio dos Estados Unidos à iniciativa. “Os líderes dos outros membros do G20 afirmam que o Acordo de Paris é irreversível e reiteram a importância de que sejam cumpridos...
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Mudança climática poderia aumentar degelo na Antártida em 25% até 2100

O fenômeno da mudança climática poderia aumentar em 25% a área livre de gelo na Antártida até o fim deste século, o que provocaria efeitos drásticos na biodiversidade do continente, informaram fontes oficiais. A área sem gelo representa atualmente 1% da superfície do Continente Polar - cuja extensão total é de aproximadamente 14 milhões de quilômetros quadrados -, local onde se concentra quase toda a sua fauna e flora. Uma pesquisa da Divisão Antártica Australiana (AAD, a sigla em inglês), a primeira a investigar o impacto da mudança climática nas áreas sem gelo da Antártida, prevê que esses terrenos aumentarão até se unir. O trabalho foi publicada na revista Nature. O pesquisador da AAD Aleks Terauds disse que as previsões indicam que o desaparecimento do gelo em 2100 fará com que surjam aproximadamente 17.267 quilômetros quadrados de terreno, o que representa aumento de quase 25%. "Isso oferecerá novas áreas de expansão para espécies nativas, mas também poderá atrair espécies invasoras e, em...
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174 milhões de hectares de mata preservada estão em áreas privadas

Cálculos do Grupo de Inteligência Territorial Estratégica (Gite) da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indicam que mais de 174 milhões de hectares de vegetação nativa preservados estão dentro de imóveis rurais particulares. A quantidade corresponde a 47,7% da área total dos imóveis rurais brasileiros cadastrados no Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural (SICAR) até dezembro de 2016, excluindo os estados do Mato Grosso do Sul e do Espírito Santo, que ainda não estão no sistema. “Em todos os estados, os agricultores preservam mais do que a lei exige. Eles estão todos acima do mínimo. Esse mínimo é por bioma. No bioma Mata-Atlântica é 20%, no bioma Cerrado e Pampa também. Passa a 35% quando o cerrado está na Amazônia Legal, enquanto no bioma Amazônia é 80% [a exigência] de área preservada”, destacou o coordenador do estudo e pesquisador da Embrapa Evaristo de Miranda. O Cadastro Ambiental Rural (CAR) é um registro eletrônico, obrigatório para todos os imóveis rurais. Ele...
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Ecossistema: desaparecimento das abelhas poderá ser uma catástrofe. Como evitar?

O que há em comum entre um pepino, uma xícara de café e uma manga? Não muito, aparentemente. No entanto, essas três coisas devem sua existência a um inseto: a abelha, cujos serviços também proporcionam vida a muitos alimentos que conhecemos. Sem as abelhas, você teria que abrir mão do suco de laranja e da geleia de morango no café da manhã, das amêndoas, maçãs, mangas, abobrinhas, tomates, kiwis, melancias - e de inúmeros outros alimentos. Esses insetos de pouco mais de um centímetro de comprimento têm frequentado o noticiário nos últimos anos. Em primeiro lugar, pelo declínio alarmante de suas populações, especialmente nos Estados Unidos e na Europa. Mas também por uma série de estudos que detalham os serviços que prestam ao ecossistema, incluindo sua capacidade de aumentar em cerca de 25% o rendimento das colheitas - e, consequentemente, dos alimentos que comemos. Mas qual é a função das abelhas na natureza, além de produzir mel? Por que sua extinção hipotética seria uma...
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No estado do Rio emissões de gases de efeito estufa crescem 40% em dez anos

As emissões de gases de efeito estufa, ou gás carbônico (CO2) equivalente, no estado do Rio de Janeiro cresceram 40% entre 2005 e 2015, segundo pesquisa feita pelo Centro Clima do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ). O aumento foi superior ao do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no estado) e ao crescimento da população no Rio no mesmo período. Os resultados do Terceiro Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) do Estado do Rio de Janeiro e a Análise da Evolução das Emissões, no período 2005-2015. Os dados apresentados permitem comparar os números obtidos às metas estabelecidas pela política estadual de mudanças climáticas. As emissões totais de gases de efeito estufa no estado, em 2005, atingiram 66 milhões de toneladas de CO2 equivalente. Esse número evoluiu para 75 milhões, em 2010, passando para 93 milhões de toneladas de CO2 equivalente em 2015,...
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Campanha da ONU quer reduzir descarte de plásticos em rios e mares do Brasil

A redução do lixo marinho é alvo da campanha Mares Limpos, lançada pela Organização das Nações Unidas (ONU), no Rio de Janeiro. O objetivo é convencer pessoas e empresas a reduzirem o consumo de plásticos e evitar seu descarte. A representante da ONU Meio Ambiente no Brasil, Denise Hamú, disse que a campanha terá duração de cinco anos e espera contar com parcerias governamentais e não governamentais  brasileiras. "A gente sabe o tamanho do Brasil, país número um em biodiversidade e com uma costa enorme", ressaltou. Substituir e reduzir Um ponto importante da campanha é obter a colaboração de empresas para substituir ou reduzir o uso de plásticos em seus produtos. "Não adianta a gente trabalhar só na consequência. Tem que trabalhar na causa. É claro que não são as empresas que jogam o lixo (nos mares), são os usuários, mas a gente precisa ter uma parceria em todo o ciclo da produção. Se a gente só limpar as praias, amanhã...
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Petição global tem 1 milhão de assinaturas pedindo redução do uso de plásticos

A ONU Meio Ambiente recebeu nesta terça-feira (6) uma petição internacional com mais de 1 milhão de assinaturas pedindo o fim do descarte de plásticos após um único uso. A meta é acabar com essa prática nos próximos cinco anos e a petição apoia a campanha Mares Limpos daquela agência das Nações Unidas. A informação é da ONU News. Mais de 20 países estão de acordo com a campanha, que pede a governos, indústrias e cidadãos para acabar com o uso excessivo e o desperdício de plásticos e eliminar os microplásticos dos cosméticos. Segundo o chefe da ONU Meio Ambiente, Erik Solheim, "8 milhões de toneladas de plástico vão parar nos oceanos todos os anos, ameaçando a vida marinha". Ele agradeceu às 1 milhão de pessoas que assinaram a petição e garantiu trabalhar para que mais países apoiem o projeto. Fim de sacolas plásticas A campanha Mares Limpos foi lançada em fevereiro. A Indonésia se comprometeu a reduzir seu lixo marinho em...
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Acordo de Paris: estados e cidades americanas decidem boicotar decisão de Trump

Um grupo de 12 governadores assinou um manifesto de boicote à saída do acordo sobre o clima.  Também milhares de manifestantes foram as ruas de Nova York e Washington, bem como ativistas à Casa Branca em protestos contra a decisão do presidente Donald Trump de retirar os Estados Unidos do acordo de Paris – sobre os compromissos para diminuir a emissão de gases de efeito estufa. Governadores dos estados da Califórnia, do Colorado,  do Connecticut,  de Delaware, do Hawaii, de Minnesota, New York, Oregon, da Pensilvânia,  de Rhode Island,  da Virginia e de Washington assinaram o manifesto. Algumas prefeituras, como a de Atlanta, por exemplo, também manifestaram-se a favor do acordo. Estados e cidades querem negociar diretamente com as Nações Unidas para se manterem de forma independente no Acordo de Paris. Na carta assinada e publicada na internet, os Estados reafirmam o compromisso com o acordo do clima e lembram que representam 38% do Produto Interno Bruto (PIB) americano. “Nós escrevemos como...
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