Meio Ambiente

174 milhões de hectares de mata preservada estão em áreas privadas

Cálculos do Grupo de Inteligência Territorial Estratégica (Gite) da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indicam que mais de 174 milhões de hectares de vegetação nativa preservados estão dentro de imóveis rurais particulares. A quantidade corresponde a 47,7% da área total dos imóveis rurais brasileiros cadastrados no Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural (SICAR) até dezembro de 2016, excluindo os estados do Mato Grosso do Sul e do Espírito Santo, que ainda não estão no sistema. “Em todos os estados, os agricultores preservam mais do que a lei exige. Eles estão todos acima do mínimo. Esse mínimo é por bioma. No bioma Mata-Atlântica é 20%, no bioma Cerrado e Pampa também. Passa a 35% quando o cerrado está na Amazônia Legal, enquanto no bioma Amazônia é 80% [a exigência] de área preservada”, destacou o coordenador do estudo e pesquisador da Embrapa Evaristo de Miranda. O Cadastro Ambiental Rural (CAR) é um registro eletrônico, obrigatório para todos os imóveis rurais. Ele...
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Ecossistema: desaparecimento das abelhas poderá ser uma catástrofe. Como evitar?

O que há em comum entre um pepino, uma xícara de café e uma manga? Não muito, aparentemente. No entanto, essas três coisas devem sua existência a um inseto: a abelha, cujos serviços também proporcionam vida a muitos alimentos que conhecemos. Sem as abelhas, você teria que abrir mão do suco de laranja e da geleia de morango no café da manhã, das amêndoas, maçãs, mangas, abobrinhas, tomates, kiwis, melancias - e de inúmeros outros alimentos. Esses insetos de pouco mais de um centímetro de comprimento têm frequentado o noticiário nos últimos anos. Em primeiro lugar, pelo declínio alarmante de suas populações, especialmente nos Estados Unidos e na Europa. Mas também por uma série de estudos que detalham os serviços que prestam ao ecossistema, incluindo sua capacidade de aumentar em cerca de 25% o rendimento das colheitas - e, consequentemente, dos alimentos que comemos. Mas qual é a função das abelhas na natureza, além de produzir mel? Por que sua extinção hipotética seria uma...
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No estado do Rio emissões de gases de efeito estufa crescem 40% em dez anos

As emissões de gases de efeito estufa, ou gás carbônico (CO2) equivalente, no estado do Rio de Janeiro cresceram 40% entre 2005 e 2015, segundo pesquisa feita pelo Centro Clima do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ). O aumento foi superior ao do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no estado) e ao crescimento da população no Rio no mesmo período. Os resultados do Terceiro Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) do Estado do Rio de Janeiro e a Análise da Evolução das Emissões, no período 2005-2015. Os dados apresentados permitem comparar os números obtidos às metas estabelecidas pela política estadual de mudanças climáticas. As emissões totais de gases de efeito estufa no estado, em 2005, atingiram 66 milhões de toneladas de CO2 equivalente. Esse número evoluiu para 75 milhões, em 2010, passando para 93 milhões de toneladas de CO2 equivalente em 2015,...
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Campanha da ONU quer reduzir descarte de plásticos em rios e mares do Brasil

A redução do lixo marinho é alvo da campanha Mares Limpos, lançada pela Organização das Nações Unidas (ONU), no Rio de Janeiro. O objetivo é convencer pessoas e empresas a reduzirem o consumo de plásticos e evitar seu descarte. A representante da ONU Meio Ambiente no Brasil, Denise Hamú, disse que a campanha terá duração de cinco anos e espera contar com parcerias governamentais e não governamentais  brasileiras. "A gente sabe o tamanho do Brasil, país número um em biodiversidade e com uma costa enorme", ressaltou. Substituir e reduzir Um ponto importante da campanha é obter a colaboração de empresas para substituir ou reduzir o uso de plásticos em seus produtos. "Não adianta a gente trabalhar só na consequência. Tem que trabalhar na causa. É claro que não são as empresas que jogam o lixo (nos mares), são os usuários, mas a gente precisa ter uma parceria em todo o ciclo da produção. Se a gente só limpar as praias, amanhã...
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Petição global tem 1 milhão de assinaturas pedindo redução do uso de plásticos

A ONU Meio Ambiente recebeu nesta terça-feira (6) uma petição internacional com mais de 1 milhão de assinaturas pedindo o fim do descarte de plásticos após um único uso. A meta é acabar com essa prática nos próximos cinco anos e a petição apoia a campanha Mares Limpos daquela agência das Nações Unidas. A informação é da ONU News. Mais de 20 países estão de acordo com a campanha, que pede a governos, indústrias e cidadãos para acabar com o uso excessivo e o desperdício de plásticos e eliminar os microplásticos dos cosméticos. Segundo o chefe da ONU Meio Ambiente, Erik Solheim, "8 milhões de toneladas de plástico vão parar nos oceanos todos os anos, ameaçando a vida marinha". Ele agradeceu às 1 milhão de pessoas que assinaram a petição e garantiu trabalhar para que mais países apoiem o projeto. Fim de sacolas plásticas A campanha Mares Limpos foi lançada em fevereiro. A Indonésia se comprometeu a reduzir seu lixo marinho em...
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Acordo de Paris: estados e cidades americanas decidem boicotar decisão de Trump

Um grupo de 12 governadores assinou um manifesto de boicote à saída do acordo sobre o clima.  Também milhares de manifestantes foram as ruas de Nova York e Washington, bem como ativistas à Casa Branca em protestos contra a decisão do presidente Donald Trump de retirar os Estados Unidos do acordo de Paris – sobre os compromissos para diminuir a emissão de gases de efeito estufa. Governadores dos estados da Califórnia, do Colorado,  do Connecticut,  de Delaware, do Hawaii, de Minnesota, New York, Oregon, da Pensilvânia,  de Rhode Island,  da Virginia e de Washington assinaram o manifesto. Algumas prefeituras, como a de Atlanta, por exemplo, também manifestaram-se a favor do acordo. Estados e cidades querem negociar diretamente com as Nações Unidas para se manterem de forma independente no Acordo de Paris. Na carta assinada e publicada na internet, os Estados reafirmam o compromisso com o acordo do clima e lembram que representam 38% do Produto Interno Bruto (PIB) americano. “Nós escrevemos como...
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Cientistas documentam entrada de plástico na cadeia alimentar terrestre

Uma equipe de cientistas mexicanos e holandeses documentou pela primeira vez a entrada de microplásticos na cadeia alimentar terrestre, graças a um estudo de campo desenvolvido na reserva da biosfera de Los Petenes (México). Apesar de há anos existirem estudos sobre a entrada do plástico na cadeia alimentar marinha, este seria o primeiro a documentar o fenômeno no entorno terrestre, segundo explicou nesta terça-feira (25) a cientista mexicana Esperanza Huerta. Ela apresentou, em Viena, durante reunião da União Europeia de Geociências o resultado do estudo desenvolvido junto à Universidade de Wageningen, de Holanda. A pesquisadora mostrou que, devido à falta de recolhimento e gestão dos plásticos, os habitantes da zona de Los Petenes os queimam e enterram no chão de suas hortas, o que aumenta o risco de microfragmentação. Para avaliar a situação, os pesquisadores analisaram em setembro o solo, as minhocas, bem como as fezes e as moelas de galinhas domésticas de dez hortas nessa reserva mexicana. Assim, foi possível...
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Com chuvas de fevereiro, intensidade da seca é amenizada no Nordeste

Quem costumava ver o açude do Castanhão, no Ceará, atrair turistas, que vinham para pescar e admirar o maior reservatório público do Brasil, hoje estranha o pouco movimento e também assiste os prejuízos decorrentes do pouco volume de água. “Os pescadores esportivos não vêm mais, os guias turísticos estão parados. Em 2016, fechamos o restaurante que ficava de frente para a barragem”, lamenta Maria Edilanda Silveira Maia, administradora de uma pousada em Jaguaribara, no Ceará (a 230 quilômetros de Fortaleza). Dos 6,7 bilhões de água do Castanhão, hoje só permanecem 5,5%. O açude, que abastece a grande Fortaleza, é apenas um exemplo da situação hídrica do Nordeste nos últimos cinco anos, considerada crítica pela Agência Nacional de Águas (ANA). Entre 2012 e 2017, o volume dos reservatórios da região passou de 67,1% de disponibilidade para 15,6% no fim de janeiro deste ano. O baixo volume de chuvas nesse período fez com que grande parte do Nordeste passasse a conviver com uma...
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Poluição ambiental causa morte de 1,7 milhão de crianças por ano no mundo

Mais de uma em cada quatro mortes de crianças menores de 5 anos em todo o mundo são atribuídas a ambientes considerados insalubres. Todos os anos, riscos ambientais – como poluição do ar, água não tratada, falta de saneamento e higiene inadequada – tomam a vida de 1,7 milhão de crianças nessa faixa etária. O alerta é da Organização Mundial da Saúde (OMS). O estudo Herdando um Mundo Sustentável: Atlas sobre a Saúde das Crianças e o Meio Ambiente (tradução livre) revela que grande parte das causas mais comuns de morte entre crianças com idade entre um mês e 5 anos – diarreia, malária e pneumonia – pode ser prevenida por meio de intervenções já conhecidas para reduzir riscos ambientais, como o acesso à água tratada. “Um ambiente poluído é um ambiente mortal, particularmente para crianças pequenas”, disse a diretora-geral da OMS, Margaret Chan. “Seus órgãos em desenvolvimento e sistemas imunológicos, além de seus pequenos corpos e vias aéreas, as...
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Sudão pode ser primeiro país a se tornar inabitável devido a mudanças climáticas

As mudanças climáticas estão se tornando uma ameaça cada vez mais grave para a humanidade, podendo causar a devastação de regiões inteiras por escassez de água e alimentos. Os cientistas continuam alertando sobre as consequências das mudanças. Uma prova disso é a possibilidade de um país africano se tornar inabitável e desértico em apenas 100 anos. Segundo o jornal canadense The Huffington Post, o país em questão seria o Sudão, habitado por mais de 40 milhões de pessoas. Segundo os especialistas, a região já iniciou o processo de desertificação e vem enfrentando tempestades intensas de poeira. Os cientistas preveem que a temperatura da região aumente em 3 graus Celsius até 2060. "O Norte da África já é quente e sua temperatura continua subindo agressivamente. Em algum momento, neste século, uma parte da região se tornará inabitável", disse o climatólogo Jos Lelieveld, em entrevista à CNN. Além disso, o "haboob", poderosa tempestade de areia, está se tornando um fenômeno cada vez mais...
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