Saúde

Risco de contrair febre amarela pode ser menor para quem já teve dengue

O paciente que contraiu dengue pode ter menos chance de ser infectado pela febre amarela. A informação é do consultor científico do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Reinaldo Menezes. O professor disse que há muitas evidências laboratoriais, epidemiológicas e históricas de que a dengue protege contra a febre amarela. Um estudo feito pela equipe de Menezes mostrou que a viremia (presença de vírus no sangue) é mais baixa nas pessoas que já tiveram dengue. “Embora não esteja provado nem eu tenha a certeza, acho que a gente pode falar que é muito provável que a dengue tenha protegido o Rio de Janeiro até agora contra a febre amarela e também dos eventos adversos”, disse o professor. Entre as evidências e fatores históricos, Menezes lembrou a observação feita, após uma epidemia de febre amarela, de um grupo de soldados do interior do Equador que não tiveram dengue e outros da região costeira que tinham contraído...
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A história da mulher com células imortais que salvam vidas há 60 anos

O ano de 1951 marcou o início de um grande avanço para a biotecnologia. Tudo começou com a chegada de uma mulher de origem humilde a um hospital nos Estados Unidos. As células dela revolucionariam a ciência médica. Henrietta Lacks teve câncer no colo do útero pouco antes de morrer, e um médico retirou um pedaço de tecido para uma biópsia, sem pedir autorização, já que na época ainda não havia legislação específica sobre o assunto. Desde então, as células removidas do corpo dela vêm crescendo e se multiplicando. Há bilhões delas em laboratórios do mundo todo sendo usadas por cientistas, que as batizaram de linha celular HeLa, uma referência ao nome de Henrietta. "Não dá para saber quantas células de Henrietta ainda circulam. Um pesquisador estima que, juntas, pesariam 50 milhões de toneladas, algo inconcebível, porque cada uma pesa quase nada", disse Rebecca Skloot, autora do livro A Vida Imortal de Henrietta Lacks. Como a retirada foi feita sem autorização, os...
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Número de cesarianas cai pela primeira vez no Brasil

Pela primeira vez desde 2010, o número de cesarianas na rede pública e privada de saúde não cresceu no país. Dados divulgados  pelo Ministério da Saúde revelam que esse tipo de procedimento, que apresentava curva ascendente, caiu 1,5 ponto percentual em 2015. Dos 3 milhões de partos feitos no Brasil no período, 55,5% foram cesáreas e 44,5%, partos normais. Os números mostram ainda que, considerando apenas partos realizados no Sistema Único de Saúde (SUS), o percentual de partos normais permanece maior – 59,8% contra 40,2% de cesarianas. No ano passado, segundo a pasta, dados preliminares indicam tendência de estabilização do índice, que ficou em torno de 55,5%. Novas diretrizes Esta semana, o governo anunciou novas diretrizes de assistência ao parto normal, que servirão de consulta para profissionais de saúde e gestantes. “A partir de agora, toda mulher terá direito de definir o seu plano de parto, que trará informações como o local onde será feito, as orientações e os benefícios do...
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Cerca de 50 milhões de pessoas em todo o mundo têm epilepsia

Aproximadamente 50 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de epilepsia, um tipo de transtorno mental crônico que afeta homens e mulheres de todas as idades. Os números, divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), posicionam a epilepsia como uma das doenças neurológicas mais comuns no planeta. No Dia Internacional da Epilepsia, lembrado nesta segunda-feira (13), a entidade alertou que quase 80% dos casos registrados globalmente estão em países de baixa e média renda. Os dados revelam que três quartos das pessoas com a doença que vivem nessas localidades não recebem tratamento adequado – ainda que o transtorno responda aos remédios em até 70% dos pacientes. “Em muitas partes do mundo, pessoas com epilepsia e suas famílias sofrem com o estigma e a discriminação”, destacou a OMS. Doença A epilepsia é caracterizada por convulsões recorrentes – breves episódios de movimento involuntário que podem envolver uma parte do corpo ou todo o corpo, algumas vezes acompanhados de perda de consciência e do...
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Número de pessoas com pressão alta aumenta em todo o mundo, diz estudo

O número de pessoas com pressão arterial alta aumentou substancialmente em todo o mundo nos últimos 25 anos, colocando bilhões em risco elevado de doenças cardíacas, acidente vascular cerebral e doenças renais, diz um novo estudo publicado na terça-feira. As informações são da agência chinesa Xinhua. Pesquisadores do Instituto de Métricas de Saúde e Avaliação da Universidade de Washington (EUA) analisaram 844 estudos de 154 países que incluíram 8,69 milhões de participantes para examinar a carga de saúde associada à pressão arterial sistólica (PAS), a pressão quando o coração bate enquanto bombeia sangue. De acordo com o estudo publicado na revista científica americana Journal of the American Medical Association (JAMA), a PAS de pelo menos 110 mm Hg tem sido relacionada a múltiplos resultados cardiovasculares e renais, incluindo doença cardíaca isquêmica, doença cerebrovascular e doença renal crônica. Verificou-se que a taxa de pressão arterial sistólica de pelo menos 110 a 115 mmHg aumentou de 73.119 para cada 100 mil pessoas em...
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Ciência derruba os clichês sobre o orgasmo feminino

Costuma ser mais comum ler sobre o orgasmo das mulheres em revistas femininas do que receber informações dos cientistas, mas aos poucos os pesquisadores estão começando a estudá-lo mais - e suas conclusões geralmente contradizem as das publicações populares. Parte do problema, dizem os especialistas, é porque o corpo da mulher tem sido bem menos estudado que o masculino e também é - de longe - bem menos compreendido. Exemplo disso é o caso de Callista Wilson, uma estilista que mora em San Francisco, nos Estados Unidos. "Eu chamo de círculo de fogo. Parecia que tinha um círculo de fogo no meio das pernas e essa era uma sensação constante - era uma queimação, um comichão e, então, durante o sexo ou mesmo com um absorvente interno era como se uma faca de churrasco estivesse me cortando, era muito doloroso." Ela teve essa sensação pela primeira vez quando tentou usar um absorvente interno, aos 12 anos. E apenas aos 20 anos finalmente...
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Dormir nu e o benefício para a saúde

Para alguns, não é preciso nem pensar duas vezes: não há nada melhor do que dormir do jeito que viemos ao mundo, em contato direto com os lençóis. Outros preferem usar todas as roupas possíveis (e que permitam uma boa noite de sono) ao se aconchegar embaixo dos cobertores. Mas, do ponto de vista da saúde, o que é mais conveniente? Em linhas gerais, a recomendação é dormir usando as roupas mais leves que puder encontrar, que não sejam justas e permitam a ventilação. No extremo desta tendência estão aqueles que preferem dormir totalmente sem roupa o que, na opinião de alguns especialistas, contribui para um bom descanso. Veja abaixo quatro razões para evitar usar um pijama ou uma camisola. 1. Ajuda a melhorar a qualidade do sono Quando dormimos é importante manter o corpo fresco, já que a temperatura corporal precisa diminuir para que a pessoa consiga dormir. "Devemos garantir que esta regulagem da temperatura não fique prejudicada pelo fato de dormir com muita roupa",...
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Brasil tem 827 mil vivendo com HIV; 112 mil não sabem que estão infectados

Dados divulgados pelo Ministério da Saúde revelam que 827 mil pessoas vivem com HIV/aids no Brasil. Dessas, cerca de 112 mil não sabem que estão infectados. Do total de pessoas soropositivas identificadas no país, 372 mil ainda não estão em tratamento, apesar de 260 mil delas já saberem que estão infectadas. Transmissão de mãe para filho De acordo com o boletim, a taxa de detecção da aids em menores de 5 anos caiu 36% nos últimos seis anos, passando de 3,9 casos para cada 100 mil habitantes em 2010 para uma taxa de 2,5 casos em 2015. A taxa em crianças nessa faixa etária é usada como indicador para monitoramento da transmissão vertical do HIV (transmissão de mãe para filho durante a gestação ou no momento do parto). Epidemia estabilizada Segundo a pasta, a epidemia no Brasil está estabilizada, com taxa de detecção em torno de 19,1 casos para cada 100 mil habitantes. Ainda assim, o número representa cerca de 41,1 mil novos casos...
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Novembro Azul: saiba quais doenças mais afetam a saúde do homem

A partir deste (1º) de novembro, a campanha Novembro Azul passa a ser um movimento permanente e que contempla a saúde integral do homem. A proposta do Instituto Lado a Lado pela Vida, que coordena a ação, é mobilizar a população masculina e seus responsáveis diretos, no caso de crianças e adolescentes, para conhecerem mais sobre sua saúde, em diferentes fases da vida. Na página da campanha, o instituto disponibilizou uma lista das doenças que mais afetam a saúde masculina, seja na infância, na adolescência, na fase adulta e na terceira idade. Ao clicar em cada uma delas, é possível encontrar informações sobre diagnóstico, fatores de risco, prevenção, sintomas e tratamento. Na infância, as doenças citadas incluem fimose, infecção urinária e prostatite (inflamação da próstata). Já entre adolescentes, a lista destaca arritmia cardíaca, doenças sexualmente transmissíveis e ejaculação precoce. Na fase adulta, aparecem doenças como cálculo urinário e diversos tipos de câncer. Por fim, na terceira idade, integram a lista...
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Meninos de 12 e 13 anos serão vacinados contra HPV a partir de janeiro

A partir de janeiro de 2017, meninos de 12 e 13 anos vão passar a receber a vacina contra o HPV. O anúncio foi feito esta semana pelo Ministério da Saúde. O HPV é um vírus que atinge a pele e as mucosas, podendo causar verrugas ou lesões precursoras de câncer, como o câncer de colo de útero e garganta. Devem ser imunizados 3,6 milhões de meninos. Até 2020, a faixa etária deverá ser ampliada e passará a ser de 9 a 13 anos. Em 2014, o governo federal iniciou a imunização gratuita contra o HPV em meninas de 9 a 13 anos com a vacina quadrivalente. A faixa etária foi escolhida por apresentar maior benefício em razão da grande produção de anticorpos e por ter sido menos exposta ao vírus por meio de relações sexuais. Confira abaixo definições e orientações divulgadas pelo Instituto Nacional do Câncer e pelo Ministério da Saúde sobre a infecção por HPV, sua relação com...
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