Les Innocentes

Print page

Ambientado no ano de 1945, o filme toca em um assunto real e extremamente delicado: o nascimento de vários bebês em um convento na Polônia. No entanto, as mães são as próprias freiras.

A obra usa como fio condutor, Mathilde, uma jovem francesa da cruz vermelha. Por mero acaso, ela acaba tendo contato com a tal congregação e, após algum tempo, uma relação de confiança fica estabelecida entre elas. Logo, a jovem passa a executar todos os partos.

O foco, naturalmente, são as consequências devastadoras dos abusos sexuais cometidos pelos soldados, principalmente russos, contra as freiras e noviças do convento.

Ponto interessante? O filme consegue manter uma atmosfera de tensão, sem recorrer à violência mais “gráfica”. Em outras palavras, consegue deixar o espectador bem próximo do trauma e do terror vivido por aquelas mulheres, sem recorrer ao “choque” fácil.

Com um narrativa cinematográfica diferente da habitual em relação aos desdobramentos da Segunda Guerra Mundial, o filme é bem executado, com atuações críveis, fotografia impecável e história forte e interessante.

Por

carol.kzan@oestadorj.com.br

Carol Kzan é pós-graduada em Animação e Modelagem 3D e atua, há alguns anos, no mercado audiovisual, como editora e videografista. Pra desanuviar, ilustra, come pipoca, toca violão e, ocasionalmente, vê o mesmo filme várias vezes.

Comentários estão fechados.