Festival Levada apresenta Luisa Maita

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A cantora e compositora Luisa Maita apresenta seu segundo álbum, “Fio da Memória”, produzido pela paulistana ao lado de Zé Nigro, com dois shows seguidos no Festival Levada 2017, nos dias 09 e 10 de agosto, quarta e quinta, às 20h, na Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema. Com onze faixas autorais – duas delas em parceria, com Daniel Taubkin e Tejo Damasceno (Instituto), que também produziu duas músicas – o disco terá lançado simultaneamente no Brasil, EUA e Europa, no dia 23 de setembro, pelo selo Cumbancha, em todas as plataformas digitais. As músicas trazem feminilidade e intensidade envolvidas por linguagem eletrônica que transita pelo trap, jazz, tribal, cancioneiro brasileiro e dancehall. A data 23 de setembro também marca o inicio da turnê norte-americana, que inclui uma apresentação no festival Austin City Limits Music Festival (ACL), no qual é a única atração brasileira ao lado de nomes como Radiohead, Kendrick Lamar, LCD SoundSystem, Corinne Bailey Rae e Flume.

Essa é a primeira vez que a cantora sobe ao palco do Festival Levada, que acontece até o dia 7 de setembro. Em sua sexta edição e tem como missão difundir a música autoral e independente, fazendo circular o que há de mais novo na cena do país trazendo ao Rio de Janeiro artistas de várias regiões do Brasil. Em julho, os shows foram realizados na Tijuca, no Centro da Música Carioca Artur da Távola. Agora, chegou a vez de Ipanema entrar no circuito indie nacional num evento que tem a produção e direção geral de Júlio Zucca, curadoria de Jorge Lz e patrocínio da Prefeitura do Rio de Janeiro, da Secretaria Municipal de Cultura e da Oi – por meio da Lei de Municipal de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro – Lei do ISS. Os ingressos têm preços populares: R$ 20 e meia a R$ 10.

Novo álbum

Lançado seis anos após o elogiado registro de estreia “Lero-Lero” (2010), é marcado por linguagem eletrônica e atmosfera íntima e intensa. “Fio da Memória” não se limita a um estilo musical definido, embora tenha unidade, assinatura, dentro de sua diversidade. Acompanhada de um time de músicos brilhantes – que conta com nomes como Fernando Catatau, Samuel Fraga, Rodrigo Campos, Tejo Damasceno, Zé Nigro, Marcelo Maita e Luiz Cavalcanti -, Luisa tem uma maneira particular de reinterpretar ritmos brasileiros e outras sonoridades que fizeram parte de sua formação, sempre com um olhar contemporâneo e urbano.

“Fio da Memória” traduz esteticamente o Brasil atual do ponto de vista de uma artista que vive em São Paulo e estende tais contrastes ao âmbito musical, em alta rotação de estilos. Envolvidas por musica eletrônica, tribal, cancioneiro brasileiro, jazz, trap e dancehall, as músicas falam de amor, espiritualidade, ascendência e dedicam um olhar às origens. “É muito intenso e cheio, forte e quente. As letras tem uma linguagem quase onírica, sem buscar uma lógica narrativa. As frases muitas vezes se desmancham no ar. Os diálogos são internos e jorram sensações. São versos viscerais cuja beleza está na conexão quase aleatória que estabelecem entre si. Tentei alcançar uma interpretação que fosse ao mesmo tempo intensa e leve. Sutil e quente, como está em uma das letras. Um canto que transborda feminilidade e emoção.”, explica a autora Luisa Maita.

Compositora/Intérprete 

Como compositora, Luísa Maita atua como cronista que participa da cidade, caminha pelas avenidas e vielas do centro e da periferia a procura de estalos poéticos e melódicos. Já como intérprete, Luísa usa a sensualidade de maneira sutil como forma de transmitir sensações, instrumento de comunicação, que encontra a medida certa para, em suas próprias palavras, “atingir o máximo de expressão com o mínimo de afetação”. Com arranjos marcantes, o disco tem contrastes entre momentos intimistas e explosivos, ritmados e dançantes. A faixa “Na Asa”, parceria com Tejo Damasceno, que também assina a produção, inaugura o disco com a incorporação massiva de beats e programações à canção de Luisa, que aqui fala de um menino da periferia que, por mais que a vida seja difícil, tem que acreditar nos seus sonhos e transcender o cotidiano.

Um lamento negro com timbragem eletrônica, a faixa-título é um olhar para a origem e para as gerações passadas, da herança entre essas gerações e a história do Brasil e suas raças. Tendo como fonte o rap e um pouco de rock e música brasileira, “Volta” é uma homenagem a Moacyr Santos, com influencias da música “Nanã”, e ao rap paulistano.

Com arranjo intimista completamente influenciado pelo jazz, “Ela” é um momento de transcendência total, dedicado a Chet Baker e Thelounios Monk. Caminhando para o pop rock, “Sutil” traduz a essência que move a cantora nesta fase artística. Com melodia de Daniel Taubkin, a letra de “Folia” é sobre a força do samba, em homenagem a Jamelão e Dorival Caymmi.

O disco está imerso em questões femininas, como na terceira faixa, “Olé”, uma bossa nova contemporânea sobre empoderamento feminino e auto-estima. “Uma música que compus para esse disco mas com ideias que já me acompanham há muito tempo. Em “Música Popular”, Luisa versa em companhia de um Fender Rhodes, baixo, teclado, programações e guitarra densa rocker sobre uma mulher brasileira da periferia apaixonada que chora ouvindo música popular.

Fã de Kanye West, Stromae e M.I.A., a compositora investe em incursões musicais mais dançantes em “Fio da Memória”. Um dancehall com ritmo inspirado no ritual dos dervixes do oriente médio, no qual o samba aparece ao mesmo tempo, “Porão”, tem participação de Fernando Catatau na guitarra. Única faixa inteira em inglês, “Around You”, é uma poesia subjetiva sobre o amor que se torna maior que tudo, em um ritmo de terreiro de Candomblé, de influencia africana, que no Brasil é chamado 6/8.

SERVIÇO

Festival Levada apresenta Luisa Maita

Lançamento do CD – “Fio da Memória”

Dias: 09 e 10 de agosto – quarta e quinta

Horário: 20h

Local: Casa de Cultura Laura Alvim – Av. Vieira Souto, 176, Ipanema.

Telefone: (21) 2332-2090

Ingressos: R$20,00 | R$10,00

Dica: Metrô Estação General Osório  – cerca de 5 minutos a pé da estação ao local.

Por

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